Minha primeira experiência com a escrita do autor Mia Couto , foi com esse livro: O mapeador de ausências com edição da companhia das letras, composto por 280 páginas de reflexão sobre Moçambique, sua independência, guerra civil e o ciclone de 2019.
O romance é caracterizado por cartas , conhecido também como epistolar , onde Diogo Santiago o protagonista regressa à Beira para preencher lacunas de seu passado e descobrir mais sobre a história de seu o pai Adriano Santiago.
No passado de 1973, um país antes e pós independência e como o governo influenciava uma sociedade e marca vidas. No presente em 2019 , a busca incessante por respostas e uma construção de memórias.
O autor tem uma escrita poética que me cativou em partes, pois Adriano Santiago pai de Diogo era poeta. Mas mesmo assim, nota-se um enredo cheio de camadas e temáticas que teve momentos que me senti perdida pela magia de percepções dos personagens de um mesmo fato.
O que fechou com todas as dúvidas acredito do personagem, porém me incomodou e não fluiu tanto a leitura: o famoso gostei, mas não amei.
Refleti sobre o contexto histórico , com certeza! Até lembrei do livro que fiz resenha poética por aqui do Nós matamos o cão tinhoso que tem o mesmo tema central só que com contos .
E o que fica ?
será que as ausências preenchidas ?
Ou a construção de uma memória digna?
