Li um livro clássico de romance gótico!
Frankenstein, foi publicado em 1818 e até hoje impacta seus leitores, não apenas pelo terror e sim por suas camadas infiltradas na sociedade.
Neste enredo criado por Mary Shelley conhecemos Vitor Frankenstein, um ser humano autodidata que cria um monstro, após muitos estudos biológicos e científicos da época.
E sabe quando você constrói algo que frustra suas expectativas?
Infelizmente é isso que ocorre com o Vitor após a projeção do ser vivo.
E gera um conflito que permeia toda a história, essas camadas me incomodaram demais, pois nos faz refletir como as nossas ações e decisões influenciam as pessoas que nos cercam.
“Aprenda comigo , se não com meus preceitos , ao menos com meu exemplo, como é perigoso adquirir conhecimento, e que o homem que acredita que sua cidade natal é o mundo é mais feliz do que aquele que aspira a ser maior do que sua natureza permite.”
Além disso, imagine você ter a ausência de orientações, sentimentos, onde a “criatura” teve que aprender sozinho, porém o meio corrompe a sua essência.
Frankenstein é uma obra que vai além das palavras escritas por Mary , aprofunda-se nas questões sobre os limites da ciência, o conhecimento em si, o papel da mulher na sociedade, falhas de comunicação e por que não a aparência?
Um questionamento contínuo sobre ego, equilíbrio e tudo que compõe o ser.
